terça-feira, 19 de abril de 2011

Sobre o romance.


Minha espera árdua finalmente chegou ao fim, agora eu estou provando do perigo de uma das sensações mais gostosas do mundo: um romance proibido.
Aquele gosto de fazer escondido pra ninguém saber. Manter um segredo absurdo. Fazer o que sempre deu vontade. Poder saborear algo completamente diferente mas totalmente viciante.
Era disso que eu precisava: do perigo.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Um fim a agonia.


É como um pesadelo, que quanto mais você grita, menos chance tem de fugir. É algo que te envolve dos pés a cabeça, te domina e te tira do controle. Essa agonia que não passa, essa mágoa que corrói. Dói demais saber que não há como acordar. Procuro desesperadamente a saída, não acho e entro em pânico, como num labirinto.
Não consigo mais sorrir, não consigo mais pensar, chorar, falar. Perdi o controle sob mim... Meus pulmões doem de tanto gritar por socorro e não obter respostas em troca. O eco do meu desespero está me matando.
Eu quero um fim para essa história mal contada. Absolutamente não vai ser um final onde todos saem felizes, sempre gostei do drama, não esqueça...
Talvez essa dor se torne ódio, e o ódio me de coragem para dar um fim a essa agonia...

sábado, 9 de abril de 2011

O que você faria?


Quando a dor é tão grande que começa a obstruir tudo. Quando a dor é tão forte que não há mais razão nada, nem mesmo para levantar. Quando a mágoa cresce a cada dia te deixando vulnerável, estática. Quando você deseja que todos os sinais vitais parem aos poucos e machucando, fazendo com que você sinta que a dor é real.
O que te motiva a seguir em frente, respirar e te deixar forte? A dor tomou um lugar muito poderoso aqui dentro. O peito dói como sentir o álcool em uma ferida aberta, lenta e intensamente torturante. Quando você deseja dormir e nunca mais acordar, pois você sabe que ela nasceu contigo... Tomou conta do teu psicológico e físico.
A dor caiu em uma vala e não se levanta para achar o caminho de casa. Ficou ali, está acostumada.
Quando você é a dor.
Quando você não suporta ser a dor, sem saber por quê... O que você faria?

terça-feira, 5 de abril de 2011

À espera de algo que nunca vai chegar...


Minha vida é uma linha reta! Mas eu sempre tive chance de escolher a viagem e nunca optei por isso. Opções não faltavam. Escolhas: nunca as aproveitei de fato. A caminhada foi árdua, mas não estou no direito de protestos, eu procurei por isso. Tantos avisos no meio dessa estrada, tantos sinais dizendo: pare, atenção, cuidado... Sempre ignorados, deixados de lado. Eu vasculho a minha memória falha, tentando descobrir o momento em que deixei a cegueira me tomar. Tentativas frustradas, sem nenhum resultado. Cada um sabe o caminho que percorre, eu andei por campos desconhecidos. Sinto falta da sinuosidade. Preciso de uma bifurcação.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Nada mudou, nada vai mudar...


“Seus passos lentos percorreram um beco escuro e sem saída, recostou-se na parede e escorregou até ficar sentada no chão. Encolheu-se, abraçando os joelhos e após muito tempo, permitiu-se desabar: chorou, gritou e amaldiçoou.”

quinta-feira, 31 de março de 2011

Unholy Confessions.


Era um dia nublado de uma quinta-feira, beirando às 18:00 horas e como sempre, eu estava caminhando pelo Parque Heil. Nada de muito diferente: pombos rodeando os senhores que jogavam pipocas ao chão, mulheres caminhando com roupa de ginástica, doidas para perder alguns quilos, crianças guiando seus cachorros em uma divertida corrida. Sentei-me no banco em frente ao grande lago acinzentado, onde a neblina ofuscava a vista de quem o olhasse. Retirei do bolso de minha calça uma carteira de cigarros e um isqueiro, acendi e o traguei com imenso prazer. Minhas pernas sempre tremendo rapidamente devido a minha ansiedade. Gostava de ir até esse local para observar as pessoas, a vista, o céu. Eu apenas gostava dali, sem motivos especiais, sem lembranças marcantes em algum lugar bonito em baixo de uma grande árvore. Finalizei o meu cigarro e derrubei no chão esmagando-o, levantei, espreguicei-me, coloquei as mãos no bolso do casaco e voltei a caminhar pela ciclovia, rumo a saída do Parque.
Cheguei ao meu apartamento... Tão vazio, tão sem vida, tão triste, respirei fundo com os olhos fechados e coloquei a chave na fechadura e rodei a maçaneta. Entrei e fechei a porta, repousei minha testa sob a mesma e a esmurrei. Caminhei pesadamente até o meu quarto e me joguei sob a cama, peguei um litro de conhaque que deixava em cima da cabeceira e tomei três longos goles. Não queria aceitar a realidade... Eu não estava aceitando-a de fato.

- Sinto a sua falta... 

Murmurei e logo acendi um cigarro, fumei e o apaguei no cinzeiro. Andei até a gaveta onde guardava minhas drogas diárias e lá estava a seringa com o frasco de insulina ao lado. Peguei a dupla e deixei em cima de minha cama. Vi que ainda havia maconha ali e ajeitei a erva em um papel vegetal, enrolei-o e acendi, fumei até ficar completamente fora de órbita. Sentei em minha cama, fitando os objetos que acabara de depositar lá. Tomei mais dois goles do conhaque, retirei o bilhete que estava em meu bolso, que carregava sempre comigo e o segurei firme, preparei a injeção e apliquei. Minha respiração foi ficando lenta, sentia meu sangue pulsando rapidamente, comecei a me debater e logo tudo ficou escuro.

“Jimmy, não há vida sem você... Eu te amo.”