quarta-feira, 27 de abril de 2011
Calabouço.
“Calabouço é o andar mais profundo de um castelo, geralmente utilizado como prisão (como na bastilha), como armazém ou como porão.
É descrito em filmes e livros de terror como um lugar com pouca iluminação, muito empoeirado e de difícil acesso.”
Sempre fui péssima em auto definição mesmo sabendo exatamente como eu sou. É difícil eu ter de admitir que me tornei uma pessoa completamente fechada a sentimentos bons, eu costumava fazer de tudo para senti-los e, de uma hora pra outra isso mudou. Não sei ao certo em que momento da minha vida essa condição começou a se tornar permanente, só sei que agora é difícil desfazer-me dela.
Fechada a sete chaves numa profundidade de dez metros, sem janelas para iluminação interna e para deixar a brisa percorrer o cômodo. A única coisa que se pode notar é a escuridão. Entre quatro paredes muito bem construídas para evitar que sejam quebradas por alguém de fora que queira conhecer esse local inexplorável, e também evitar que o residente possa saber o que há além daquilo que está habituado.
Preciso saber se existe vida atrás dessas paredes espessas, necessito conhecer a sensação da liberdade, poder respirar o ar puro. Preciso me libertar desse calabouço que me enfiei, preciso de um feixe de luz que me mostre que vale a pena sair de um mundo escuro e fechado.
Eu desejo isso mais que qualquer coisa, só preciso que alguém me guie nesse processo difícil.
terça-feira, 19 de abril de 2011
Sobre o romance.
Minha espera árdua finalmente chegou ao fim, agora eu estou provando do perigo de uma das sensações mais gostosas do mundo: um romance proibido.
Aquele gosto de fazer escondido pra ninguém saber. Manter um segredo absurdo. Fazer o que sempre deu vontade. Poder saborear algo completamente diferente mas totalmente viciante.
Era disso que eu precisava: do perigo.
Aquele gosto de fazer escondido pra ninguém saber. Manter um segredo absurdo. Fazer o que sempre deu vontade. Poder saborear algo completamente diferente mas totalmente viciante.
Era disso que eu precisava: do perigo.
terça-feira, 12 de abril de 2011
Um fim a agonia.
É como um pesadelo, que quanto mais você grita, menos chance tem de fugir. É algo que te envolve dos pés a cabeça, te domina e te tira do controle. Essa agonia que não passa, essa mágoa que corrói. Dói demais saber que não há como acordar. Procuro desesperadamente a saída, não acho e entro em pânico, como num labirinto.
Não consigo mais sorrir, não consigo mais pensar, chorar, falar. Perdi o controle sob mim... Meus pulmões doem de tanto gritar por socorro e não obter respostas em troca. O eco do meu desespero está me matando.
Eu quero um fim para essa história mal contada. Absolutamente não vai ser um final onde todos saem felizes, sempre gostei do drama, não esqueça...
Talvez essa dor se torne ódio, e o ódio me de coragem para dar um fim a essa agonia...
Não consigo mais sorrir, não consigo mais pensar, chorar, falar. Perdi o controle sob mim... Meus pulmões doem de tanto gritar por socorro e não obter respostas em troca. O eco do meu desespero está me matando.
Eu quero um fim para essa história mal contada. Absolutamente não vai ser um final onde todos saem felizes, sempre gostei do drama, não esqueça...
Talvez essa dor se torne ódio, e o ódio me de coragem para dar um fim a essa agonia...
sábado, 9 de abril de 2011
O que você faria?
Quando a dor é tão grande que começa a obstruir tudo. Quando a dor é tão forte que não há mais razão nada, nem mesmo para levantar. Quando a mágoa cresce a cada dia te deixando vulnerável, estática. Quando você deseja que todos os sinais vitais parem aos poucos e machucando, fazendo com que você sinta que a dor é real.
O que te motiva a seguir em frente, respirar e te deixar forte? A dor tomou um lugar muito poderoso aqui dentro. O peito dói como sentir o álcool em uma ferida aberta, lenta e intensamente torturante. Quando você deseja dormir e nunca mais acordar, pois você sabe que ela nasceu contigo... Tomou conta do teu psicológico e físico.
A dor caiu em uma vala e não se levanta para achar o caminho de casa. Ficou ali, está acostumada.
Quando você é a dor.
Quando você não suporta ser a dor, sem saber por quê... O que você faria?
O que te motiva a seguir em frente, respirar e te deixar forte? A dor tomou um lugar muito poderoso aqui dentro. O peito dói como sentir o álcool em uma ferida aberta, lenta e intensamente torturante. Quando você deseja dormir e nunca mais acordar, pois você sabe que ela nasceu contigo... Tomou conta do teu psicológico e físico.
A dor caiu em uma vala e não se levanta para achar o caminho de casa. Ficou ali, está acostumada.
Quando você é a dor.
Quando você não suporta ser a dor, sem saber por quê... O que você faria?
terça-feira, 5 de abril de 2011
À espera de algo que nunca vai chegar...
Minha vida é uma linha reta! Mas eu sempre tive chance de escolher a viagem e nunca optei por isso. Opções não faltavam. Escolhas: nunca as aproveitei de fato. A caminhada foi árdua, mas não estou no direito de protestos, eu procurei por isso. Tantos avisos no meio dessa estrada, tantos sinais dizendo: pare, atenção, cuidado... Sempre ignorados, deixados de lado. Eu vasculho a minha memória falha, tentando descobrir o momento em que deixei a cegueira me tomar. Tentativas frustradas, sem nenhum resultado. Cada um sabe o caminho que percorre, eu andei por campos desconhecidos. Sinto falta da sinuosidade. Preciso de uma bifurcação.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Nada mudou, nada vai mudar...
“Seus passos lentos percorreram um beco escuro e sem saída, recostou-se na parede e escorregou até ficar sentada no chão. Encolheu-se, abraçando os joelhos e após muito tempo, permitiu-se desabar: chorou, gritou e amaldiçoou.”
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