Toda vez que toca o telefone Eu penso que é você Toda noite de insônia Eu penso em te escrever Pra dizer Que o teu silêncio me agride E não me agrada ser Um calendário do ano passado Prá dizer que teu crime me cansa E não compensa entrar na dança Depois que a música parou A música parou (Parou!) Toda vez que toca o telefone Eu penso que é você Toda noite de insônia Eu penso em te escrever Escrever uma carta definitiva Que não dê alternativa Prá quem lê Te chamar de carta fora do baralho Descartar, embaralhar você E fazer você voltar Ao tempo em que nada Nos dividia Havia motivo pra tudo E tudo era motivo pra mais Era perfeita simetria Éramos duas metades iguais Ao tempo em que nada Nos dividia Havia motivo pra tudo E tudo era motivo pra mais Era perfeita simetria Éramos duas metades iguais O teu maior defeito Talvez seja a perfeição Tuas virtudes Talvez não tenham solução Então pegue o telefone Ou um avião Deixe de lado Os compromissos marcados Perdoa o que puder ser perdoado Esquece o que não tiver perdão E vamos voltar aquele lugar vamos voltar Vamos voltar Vamos voltar Vamos voltar Vamos voltar Ao tempo em que nada Nos dividia Havia motivo pra tudo E tudo era motivo pra mais Era perfeita simetria Éramos duas metades iguais
E quem alguma vez na vida não quis tacar uma bomba em cima de algumas pessoas? Normal. Todos tem um sentimento ruim escondido, aliás, completamente normal os sentimentos ruins. Até gostoso, digamos assim. Se você não se frustra, não odeia, não inveja, não cobiça. Você é um ser humano completamente chato. O que atraí são os defeitos, a parte que incomoda. Pessoas perfeitas, sentimentos gostosos e bonitos? Tá fora de moda. Hoje em dia o bom mesmo é ser completamente escroto. Não que eu esteja falando que ser alguém escroto é bom. Ah, vocês me entenderam, não se iludam por essa "pequena" contradição. Viva os sentimentos ruins, sem eles seriamos seres irritantes ao extremo. Ninguém gosta de buquês de flores o tempo todo, não é?
Faz tempo que eu não escrevo. Aliás, faz muito tempo, digamos que uns dois, três meses. Mas isso não importa. Ou importa, tanto faz. Meus pensamentos estavam meio "bloqueados". Minha vida estava em uma fase de mudanças. Algumas boas e outras nem tanto. Não vivi nem um terço da vida, mas as minhas experiências foram um tanto quanto excêntricas. A glória, o fracasso, o ganho, a perda. Uma gangorra que não parava nunca de se movimentar. Aqui, só estou fazendo um desabafo. Não bem um desafabo, só estou escrevendo o que está entalado, pouco me importa se alguém vai ler. Eu escrevo para mim, e não para os outros. A crítica não me importa. O que me importa é o sentimento. Mas, acho que tive alguns momentos extremos, sensações demasiadamente insanas. Foi gostoso e ao mesmo tempo como se eu vivesse em um colapso total. Não me atrai textos sobre a felicidade. É relativo demais... Quero o que doa. Quero falar o que todos tem medo de ouvir. Quero o caos. Quero o recomeço, de algo que jamais devia ter terminado.
Devo dizer que sou extremamente grata ao meu passado sombrio, as pessoas que diziam que eu nunca conseguiria nada em minha vida. Eu agradeço tudo que vocês fizeram contra mim, todas as coisas que disseram. Se não fosse por isso, quem sabe eu não chegasse aonde estou. Estou feliz, conseguindo tudo que um dia almejei e vejo vocês aí, vivendo a vida de merda que sempre tiveram. MUITO OBRIGADA!!!
Me sinto completamente deslocada, sinto como se eu não fosse daqui. Meu coração pulsa de dor, de mágoa. Minha mente busca incontrolávelmente uma resposta para as perguntas que me perseguem. Porque eu me sinto tão distante de tudo que me parece real? Porque eu sinto esse vazio que não cessa NUNCA? Aliás, eu cansei de ficar em um lugar que eu não fui chamada, em um lugar que eu sei que sou intrusa. Minha cabeça está pesada, eu só quero deitar e dormir, dormir e morrer. Eu quero ficar sozinha, eu sei que estou mal. Na verdade não estou mal. EU ESTOU PÉSSIMA. Eu estou acabada. Eu não sei mais quem eu sou nem o que faço aqui neste lugar. QUERO SUMIR.
(...) Benvólio: Feliz manhã, primo! Romeu: Ainda é tão cedo? Benvólio: Acabam de soar as nove horas. Romeu:Meu Deus, como demoram a passar as horas tristes. Era meu pai a pessoa que se afastou daqui tão depressa? Benvólio: Era. Mas qual é a tristeza que torna tão longas as tuas horas? Romeu:A de não ter aquilo que poderia torná-las breves. Benvólio: Apaixonado? Romeu: Não... Benvólio:Por que será que o amor, tão gentil de se ver, tona-se um duro tirano na hora de experimentá-lo? Romeu: Sim, este amor sempre vendado sabe como encontrar seus próprios caminhos. Onde almoçamos? Mas o que houve aqui? Ai de mim, não mo digas, pois pude ouvir a algazarra. Aqui o ódio é culpado, mas ainda mais culpado é o amor. Amor briguento! Amoroso ódio! Sempre nascido do nada! Oh, pesada leveza! Fútil carga! Caótico engano de formas sedutoras! Pluma de chumbo, faiscante fumaça, fogo gelado, saúde doentia, sonos inquietos, nunca é o que parece ser. Mas o amor que sinto não vê amor algum nesta contenda, Não estás a rir? Benvólio: Não, primo, antes a chorar. Romeu: Por que, querido amigo? Benvólio: Por ver tão oprimido o teu coração. Romeu: Mas assim trairias a tua própria afeição. Já são muitos os pesares que oprimem meu peito, se lhes juntares os teus far-me-ás sucumbir. A benevolência que sentes por mim aumenta mais ainda a minha dor. O amor é fumo que surge da névoa dos surpiros. purificado, é fogo a rebrilhar nos olhos dos amantes; contrastado, torna-se um mar de lágrimas. O que mais pode ser? Discreta loucura, sufocante amargura e, finalmente, salvadora doçura. Adeus, primo. (...)